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O folclore é o conjunto das tradições culturais, dos conhecimentos, costumes, danças, crenças, canções e lendas de um determinado povo ao redor do planeta.
Diz a história que o termo é originário de um neologismo criado pelo escritor britânico William Thoms (1803-1885), que uniu as palavras inglesas "folk" (povo) e "lore" (conhecimento). Desta forma, a palavra folclore ganha literalmente o significado de conhecimento popular.
O Brasil é muito vasto neste conhecimento popular. Temos as lendas do Saci, da Caipora, do Boitatá; o rico artesanato de norte a sul no país inteiro; o folguedo do Boi de Reis; as adivinhações nas festas juninas; canções como "Cai-cai, Balão" e "Fui no Tororó"; as danças do Bumba-meu-boi e do maracatu; entre outras muitas demonstrações culturais.
Ontem foi 22 de agosto, justamente o Dia do Folclore brasileiro, definido oficialmente através do Decreto de Lei nº 56.747, de 17/08/1965. A data escolhida é uma referência ao próprio William Thoms, que neste dia no ano de 1846 citou esta palavra pela primeira vez em um artigo.
Imagem: Wikidanca (Massuel)
Luiz Gonzaga, como bom apreciador e grande divulgador da cultura brasileira, levou até sua obra muito do rico folclore nacional - seja na dança, expondo o maracatu por exemplo, o artesanato, as tradições juninas, os costumes locais e outros aspectos folclóricos na sua música.
E para homenagear o folclore brasileiro, abaixo duas gravações clássicas do Rei do Baião levando ao povo uma boa história desse conhecimento popular: "Boi-bumbá", composição sua e de seu filho Gonzaguinha de 1965 e "Rei Bantu", da parceria do sanfoneiro com Zé Dantas no ano de 1950.
Boi-bumbá - Luiz Gonzaga/Gonzaguinha (1965)
"Ê boi
Ê boi
Ê boi de mangangá...
Ê boi
Ê boi
Ê boi de mangangá...
Quem não tem chaculatêra
Não toma café nem chá
Não toma café nem chá
Não toma café nem chá.
Ê boi
Ê boi
Ê boi do Ceará...
Ê boi
Ê boi
Ê boi do Ceará...
Muié segura o menino
Que eu agora vou dançar
Que eu agora vou dançar
Que eu agora vou dançar.
Ê boi
Ê boi
Ê boi do Piauí...
Ê boi
Ê boi
Ê boi do Piauí...
Quem não dançar esse boi
Não pode sair daqui
Não pode sair daqui
Não pode sair daqui.
Ê boi
Ê boi
Ê boi do Macapá...
Quem tá dançando esse boi
É o prefeito do lugar
É o prefeito do lugar
É o prefeito do lugar.
Vamos repartir o boi, pessoá?
Vamos!
Pra onde vai a barrigueira?
Vai pra Miguel Pereira.
E a vassoura do rabo?
Vai para o Zé Nabo.
De quem é o osso da pá?
De Joãozinho da Fornemá.
E a carne que tem na nuca?
É de seu Manuca.
De quem é o quarto traseiro?
De seu Joaquim marceneiro.
E o osso alicate?
De Maria Badulate.
Pra quem dou a tripa fina?
Dê para a Sabina.
Pra quem mando este bofe?
Pro Doutor Orlofe.
E a capado filé?
Mande para o Zezé.
Pra quem vou mandar o pé?
Para o Mário Tiburé.
Pra quem dou o filé mignon?
Para o doutor Calmon.
E o osso da suã?
Dê para o doutor Borjan.
Não é belo nem doutor
Mas é bom trabalhador
Mas é véio macho, sim sinhô
E é véio macho, sim sinhô
É bom pra trabaiá
Rói suã até suar...
Ê boi, ê boi
Ê boi do mangangá..."
Link do vídeo: https://youtu.be/c_PYvyDyKIw
Rei Bantu - Luiz Gonzaga/Zé Dantas (1950)
"Meu avô lá no Congo
Foi Rei Bantu
Mas aqui eu sou rei
Do maracatu
Eu fiz meu reinado
Fiz meu trabuco
Lá nos canaviá
Do meu Pernambuco
Ai, ai, Orixalá
Ai, ai, meu pai nagô!
Ó vem abençoar o meu reinado
Que foi feito só de paz e de amor
Ai,ai, Orixalá
Ai, ai, meu pai nagô, ô..."
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=tMDcP-yuf_o
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