Imagem: Reprodução/Canção Nova
Ontem foi 19 de março, uma data de muita importância para o nordestino, sobretudo o sertanejo - o dia de São José. Segundo a cultura dos lavradores e agricultores ao longo das gerações, a louvação ao pai de Jesus Cristo no plano terrenos se dá pelo fato da crença que em caso de chuvas no sertão nesta data é porque haverá bom inverno e, consequentemente, boa colheita e fartura na mesa.
José era carpinteiro e hoje é considerado o "padroeiro dos trabalhadores". E por ter se dedicado como o verdadeiro pai de Cristo e fiel à sua esposa Maria também é venerado como "padroeiro das famílias.
De acordo com a Bíblia, o santo da Igreja Católica inicialmente não recebeu de boa vontade a notícia da gravidez de Maria de um filho que não era seu, já que ela lhe estava prometida em casamento e ainda não haviam tido qualquer relação conjugal até então. A partir deste fato José passou a ignorá-la. Eis que um anjo apareceu-lhe em sonho e o convenceu a aceitar a graça recebida pelo Espírito Santo e recebeu de volta sua companheira.
Luiz Gonzaga, sempre atento e fiel aos costumes nordestinos, citou São José em diversas músicas de seu repertório. Dentre elas as mais conhecidas são "São João do Carneirinho", em parceria com Guio de Morais (1952); "Triste partida", de Patativa do Assaré (1964); e "Procissão", de Gilberto Gil (1971).
Confira abaixo uma dessas canções do Rei do Baião em que ele evoca a tradição nordestina de esperar uma boa colheita pela intervenção divina de São José.
São João do Carneirinho - Luiz Gonzaga/Guio de Morais (1952)
"Eu plantei meu milho todo no dia de São José
Se me ajuda a providência, vamos ter milho à grané
Vou coiê pelos meus caico 20 espiga em cada pé
Pelos caico eu vou coiê 20 espiga em cada pé
Ai, São João, São João do Carneirinho
Você é tão bonzinho
Fale com São José
Fale lá com São José
Peça pra ele me ajudar
Peça pro meu milho dá
20 espiga em cada pé."

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