terça-feira, 5 de maio de 2015

ELES CANTAM GONZAGÃO




Luiz Gonzaga é um dos artistas brasileiros mais gravados e interpretados da história musical brasileira. Várias gerações de cantores e músicos com o passar do tempo introduziram em seus acervos a obra do Rei do Baião e seus parceiros.

Sejam os mais antigos, como o grupo "Quatro Ases e um Coringa", Carmélia Alves, Emilinha Borba, Marlene, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Caetano Veloso; ou a mais recente geração, como Flávio José, Targino Gondim, Alcymar Monteiro, Chambinho do Acordeon, entre outros, enriqueceram/enriquecem suas obras com as canções de Gonzaga.

Chambinho, inclusive, foi além: representou o próprio sanfoneiro de Exu no filme "Gonzaga - de pai pra filho" em 2012. No vídeo acima o jovem e talentoso artista canta e toca, com direito à indumentária de Gonzagão, dois grandes sucessos do Rei e de Humberto Teixeira: "Mangaratiba" e "Qui nem jiló".


Mangaratiba - Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira (1949)


"Ôi, lá vem o trem rodanda estrada arriba
Pronde é que ele vai?
Mangaratiba! Mangaratiba! Mangaratiba!

Adeus Pati, Araruama e Guaratiba
Vou pra Ibacanhema, vou até Mangaratiba!
Adeus Alegre, Paquetá, adeus Guaíba
Meu fim de semana vai ser em Mangaratiba!
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
Mangaratiba!

Lá tem banana, tem palmito e tem caqui
E quando faz liar, tem violão e parati
O mar é belo, lembra o seio de Ceci
Arfando com ternura, junto à praia de Anguiti
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
Mangaratiba!

Lá tem garotas tão bonitas como aqui:
Zazá, Carime, Ivete, Ana Maria e Leni
Amada vila junto ao mar de Sepetiba
Recebe o meu abraço, sou teu fã
Mangaratiba!"




Qui nem Jiló - Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira (1950)


"Se a gente lembra só por lembrar
Do amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Por cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu!

Porém, se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer!

Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló!
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar!"



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