Foto: autor desconhecido
Neste domingo comemora-se tradicionalmente o Dia das mães no Brasil. Aquela que nos cria, nos dá amor, educa e influencia em nosso futuro. E com o Rei do Baião não podia ser diferente, que teve em sua mãe (na foto com seu filho Luiz Gonzaga) um marco definitivo em sua genial carreira artística. Foi dela que o então menino Luiz levou uma surra e provocou sua fuga para o Crato a fim de ganhar o mundo. O resto da história você já sabe.
Ana Batista de Jesus, conhecida como Santana, nasceu na Fazenda Caiçara, no sopé da serra do Araripe em Parnambuco no ano de 1894. Casou-se com Januário aos 15 anos em 1909. E com o sanfoneiro de 8 baixos teve 9 filhos de nascimento e mais dois adotivos - Gonzaga foi o segundo deles.
Dona de casa zelosa, religiosa convicta (puxadora de reza nas novenas), agricultora e feirante, criou seus filhos com todo o sacrifício que uma mãe sertaneja normalmente tem. Mas o suficiente para tornar todos cidadãos de bem e com um bom caminho na vida.
Em 1946 reviu seu filho ilustre 16 anos depois em Exu, após a sua partida rumo ao estrelato. E com ele, em 1949, foi para o RJ morar em Miguel Couto levando junto marido e demais filhos.
Santana faleceu em 1960 vítima de doença de Chagas no Rio de Janeiro e foi sepultada em sua terra natal.
E como não podia deixar de fazer parte de sua obra, Luiz Gonzaga homenageou todas as mães na música "Xô, pavão" composta por Zé Dantas.
Xô, pavão - Zé Dantas (1960)
"Xô, xô, pavão!
Sai de cima do telhado
E deixe o nenenzinho
Dormir bem sossegado!
Assim cantava
Na hora do terço
Minha mãezinha
Aos pés do meu berço
Oh, Mãe querida!
Nesse teu dia
Quero louvar-te
Na mesma cantoria.
Xô, xô, tristeza!
Hoje é dia da bondade
Dia de mamãe querida
Só ter felicidade
Pra mamãe querida
Só ter felicidades
Xô, xô, pavão!"
Link do vídeo: https://youtu.be/aPLEKp8mjb0

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