Há exatos dois anos o céu recebia mais uma sanfona pra continuar a festança, que já estava muito animada com Luiz Gonzaga, Zé Gonzaga, Marinês, Sivuca, Mário Zan, entre tantos outros mestres do forró e do acordeon.
Tive o privilégio de acompanhar de perto a carreira de Dominguinhos, esse brilhante sanfoneiro de Garanhuns, herdeiro legítimo do reinado do Rei do Baião. Inclusive estive em sua última apresentação nas comemorações pelo centenário de Gonzagão em Exu no ano de 2012. Que destino!
Foi-se a pessoa de Dominguinhos deixando muita saudade, mas sua presença estará eternizada com sua obra de valor inestimável que tanto encantou, encanta e ainda encantará muitas gerações de apreciadores da boa música brasileira.
No vídeo uma de suas inúmeras parcerias no palco com seu padrinho artístico, entoando a clássica "Estrada de Canindé".
Estrada de Canindé - Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira (1951)
"Ai, ai, que bom!
Que bom, que bom que é
Uma estrada e uma cabocla
Com a gente andando a pé.
Ai, ai, que bom!
Que bom, que bom que é
Uma estrada e a Lua branca
No sertão de Canindé.
Artomove lá nem sabe
Se é home ou se é muié
Quem é rico anda em burrico
Quem é pobre anda a pé.
Mas o pobre vê nas estrada
O orvaio beijando as flô
Vê de perto o galo campina
Que quando canta muda de cor.
Vai móiando os pés nos riacho
Que água fresca, nosso Senhor!
Vai oiando coisa a grané
Coisas qui pra mode vê
O cristão tem que andá a pé."
Link do vídeo: https://youtu.be/NWdYHnz_80w
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