sexta-feira, 28 de abril de 2017

AQUELE CHORINHO DO REI DO BAIÃO

Arte: Clube do Choro de Belo Horizonte


Dando continuidade à semana do chorinho, quando comemoramos os 120 anos do saudoso e genial Pixingunha, abaixo uma composição própria de Luiz Gonzaga de 1942. Dando um brilho a mais a esse ritmo tão brasileiro ao som de sua sanfona com "Aquele chorinho".



Aquele chorinho - Luiz Gonzaga (1942)


Instrumental



domingo, 23 de abril de 2017

DIA NACIONAL DO CHORO

Foto: Luís Paulo/O Globo


Hoje, dia 23 de abril, é o dia nacional do choro. Data comemorativa devido ao nascimento do maior nome do ritmo, o genial Pixinguinha.

Alfredo da Rocha Vianna Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1897 já rodeado pela música, pois seu pai era flautista. Logo tomou gosto pela coisa e começou sua brilhante carreira com a flauta em 1912. 

Depois daí foram inúmeros sucessos compostos e gravados pelo saudoso músico, seja no Grupo Caxangá, nos Oito batutas e fazendo muito sucesso como arranjador de Francisco Alves e Mário Reis. Carinhoso é a principal composção de Pixinguinha, de 1916, que mais de 100 anos depois ainda é música obrigatória nas rodas de choro por todo o país.

O pai do chorinho brasileiro faleceu em 17 de fevereiro de 1973 e deixou para os brasileiros, além de "Carinhoso", composições geniais como "Lamentos", "Vou vivendo", "Naquele tempo", entre tantas outras.


Imagem: Diário do Rio de Janeiro


No mesmo patamar da genalidade artística de Pixinguinha, Luiz Gonzaga começou sua carreira tocando muitos chorinhos com sua sanfona, entre outros ritmos, antes de se tornar o Rei do Baião.

Podemos destacar várias canções no estilo gravadas por Gonzagão, tais como "Aquele Chorinho" (1942), "Galo Garnizé" (1943), "Pingo namorando" (1944), "O Xamego da Guiomar" (1958) e etc. Esta última foi composta por Gonzaga junto com seu primeiro grande parceiro Miguel Lima originalmente em 1944 de forma instrumental. Contudo, foi regravada 14 anos mais tarde com letra e na qual reproduzimos abaixo em homenagem ao Dia Nacional do Choro.





O xamego da Guiomar - Luiz Gonzaga/Miguel Lima (1944)


"Acho muito interessante
O xamego da Guiomar
Ela diz a todo instante
Que comigo quer casar

Não creio muito nisso
Ela sabe muito bem
Aceito um compromisso
Pela gaita que ela tem.

Por causa dela eu já perdi a calma e o sossego
Credo, nunca vi tanto xamego
Pois a Guiomar está doidinha pra casar
E eu também não tou aqui pra bobear.

Todo mundo sabe
Todo mundo diz
Que ela tem por mim
Um grande apego.

Porém, não ata, nem desata
Com a bossa do xamego
Assim não há quem possa
Ter calma, nem sossego.

Mas digo francamente
E posso até jurar
Que a gaita da Guiomar
Vai se acabar."