Dando continuidade à semana do chorinho, quando comemoramos os 120 anos do saudoso e genial Pixingunha, abaixo uma composição própria de Luiz Gonzaga de 1942. Dando um brilho a mais a esse ritmo tão brasileiro ao som de sua sanfona com "Aquele chorinho".
Hoje, dia 23 de abril, é o dia nacional do choro. Data comemorativa devido ao nascimento do maior nome do ritmo, o genial Pixinguinha.
Alfredo da Rocha Vianna Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1897 já rodeado pela música, pois seu pai era flautista. Logo tomou gosto pela coisa e começou sua brilhante carreira com a flauta em 1912.
Depois daí foram inúmeros sucessos compostos e gravados pelo saudoso músico, seja no Grupo Caxangá, nos Oito batutas e fazendo muito sucesso como arranjador de Francisco Alves e Mário Reis. Carinhoso é a principal composção de Pixinguinha, de 1916, que mais de 100 anos depois ainda é música obrigatória nas rodas de choro por todo o país.
O pai do chorinho brasileiro faleceu em 17 de fevereiro de 1973 e deixou para os brasileiros, além de "Carinhoso", composições geniais como "Lamentos", "Vou vivendo", "Naquele tempo", entre tantas outras.
Imagem: Diário do Rio de Janeiro
No mesmo patamar da genalidade artística de Pixinguinha, Luiz Gonzaga começou sua carreira tocando muitos chorinhos com sua sanfona, entre outros ritmos, antes de se tornar o Rei do Baião.
Podemos destacar várias canções no estilo gravadas por Gonzagão, tais como "Aquele Chorinho" (1942), "Galo Garnizé" (1943), "Pingo namorando" (1944), "O Xamego da Guiomar" (1958) e etc. Esta última foi composta por Gonzaga junto com seu primeiro grande parceiro Miguel Lima originalmente em 1944 de forma instrumental. Contudo, foi regravada 14 anos mais tarde com letra e na qual reproduzimos abaixo em homenagem ao Dia Nacional do Choro.
O xamego da Guiomar - Luiz Gonzaga/Miguel Lima (1944)