segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

GONZAGÃO NO CARNAVAL 2017

Foto: Otávio Magalhães


Mais um carnaval está chegando e o blog já contou pra você que essa tradicional festa popular brasileira já teve a brilhante participação do Rei do Baião com diversas músicas. Nas próximas semanas teremos postagens especiais sobre Gonzaga nos festejos momescos.

Em 2017 a obra de Luiz Gonzaga voltará à passarela do samba, mais precisamente em São Paulo com a escola Dragões da Real, agremiação fundada em 2000 e que é a mais nova integrante do grupo de elite do carnaval paulistano. O samba-enredo terá como tema a clássica "Asa Branca", toada de Gonzagão e de Humberto Teixeira composta em 1947.

Esta não é a primeira vez que o "Velho Lua" é tema de desfile de uma escola carnavalesca. Em 1982 a carioca Unidos de Lucas, com a presença do homenageado na Sapucaí (foto), transformou a vida e obra do sanfoneiro em samba-enredo e faturou o Estandarte de Ouro daquele ano. Já em 2012 foi a vez da Unidos da Tijuca, também do Rio de Janeiro, reverenciar o centenário do cantador de Exu e levar o título de campeã do carnaval. O blog também já contou essa história aqui. Clique no link e confira.

Como bem diz a letra da música que vai embalar o desfile da Dragões da Real: "É Asa Branca embalando gerações".

Abaixo links com matéria do G1/SP, que fala da escola de samba Dragões da Fiel com o samba-enredo "Dragões canta Asa Branca", e uma reportagem em vídeo da TV Globo/SP.



Confira também abaixo vídeo e letra de "Dragões canta Asa Branca".



Dragões canta Asa Branca - Thiago SP, Turko, Leo, R. Malva, Rodrigo Atração, Renne Campos, Alemão da Ilha, Paulinho Miranda e Tigrão (2017)


"De tanto 'oiá' o sol 'queimá' a terra
Feito fogueira de São João
Puxei o fole, embalado me inspirei
Aperreado coração aliviei
De joelhos para o pai, pedi
Com os olhos marejados, senti.

Quanta tristeza brota desse chão rachado
Perdi meu gado, 'farta' água para danar
'Êta' seca que castiga meu lugar
Vou me embora seguir meu destino
Sou nordestino arretado, sim 'sinhô'.

E na bagagem trago o sonho de vencer
Oh Rosinha, sem 'ocê' não sei viver
Ê, saudade que invade o meu coração
Das cantigas, folclore, cultura
Dos temperos que lembram meu chão.

Espero do céu, o relampejar
A chuva cair, o pranto secar
Seus olhos hão de refletir.

O renascer da plantação
Não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Pro meu sertão.

Vem forrozear
Que o sanfoneiro vai tocar
Meu samba em forma de oração
Eu sou Dragões
É Asa Branca embalando gerações."



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